Que força é essa?

Este 2.º número da Revista Anticapitalista sai depois de uma participada I Conferência Nacional da Rede Anticapitalista. Sob o mote “Ação por um partido militante”, os membros da RA aprovaram, no final de janeiro, a sua primeira resolução política e constituíram um corpo coordenador. Nos meses que se seguem, todo o trabalho será pouco para fortalecer as lutas sociais e dar espaço à imaginação política na construção de ativismos mobilizadores, cujas pistas são dadas nos artigos que se seguem.

Na rubrica Em Rede, a Daniela Alves Ribeiro escreve sobre o direito à cidade e os primeiros passos de resistência à turistificação no Porto. No mês em os regimes fundacionais nas universidades provocaram respostas mais organizadas, o Fábio Capinha conta sobre a experiência da construção de coletivos estudantis. Já as perspectivas e reinvindicações dos #Precários do Estado estão presentes na entrevista dada pelo Rodrigo Rivera. A secção fecha com o texto do Francisco Louçã, “Democracia e abertura contra o partido-fracção. Métodos de direção e identidade bloquista”, que nos desafia a pensar as formas de organização para um partido de massas. Um desafio que se prolonga e comunica com o texto de Brais Fernández e Raúl Parra em Sem Fronteiras, que nos dá conta da relação entre classe e movimento social no debate singular do Podemos. No caminho que nos leva ao centenário da Revolução Russa, recuperamos um texto incontornável de Daniel Bensaïd, que polemiza sobre Lenine e a política do tempo partido em Fundamentos. Por fim, Deni Rubbo apresenta-nos uma recensão crítica da obra de Ruy Braga em Outras Palavras.

Boas leituras.

* Coordenadora editorial. Ativista do movimento feminista e militante do Bloco de Esquerda.
** Sociólogo. Ativista contra a precariedade, animador do espaço ContraBando e dirigente do Bloco de Esquerda. Publicou recentemente A Falácia do Empreendedorismo (com José Soeiro).